Área Cliente

Curiosidades

Conheça 8 dos maiores insetos encontrados na Amazônia

Reportagem lista alguns dos mais estranhos, grandes e inacreditavelmente belos seres da floresta amazônica

 

MANAUS – Em março de 2009, os proprietários de um estabelecimento comercial situado no município de Codajás, distante 297 quilômetros de Manaus (AM), tiveram um grande susto ao se deparar com o que parecia ser um tipo de “barata super-nutrida”, segundo informou a um site de notícias uma das donas da loja onde o bicho foi encontrado. Em Coari, também no Amazonas, um inseto com chifres, do tamanho de uma caneta esferográfica – aproximadamente 15 centímetros – foi encontrado por trabalhadores de uma obra. Caso semelhante aconteceu em Novo Progresso, no Pará, quando um “besouro gigante” foi encontrado dentro de uma residência.

A tal barata de “tamanho-família” era, na verdade, um inseto da espécie Callipogon armillatus – um tipo de besouro de grande porte muito comum na Amazônia. Também conhecido como “Serra-pau” ou “Serrador”, este besouro tem hábitos noturnos e geralmente é atraído por focos de luz – como lâmpadas incandescentes. Os outros insetos citados nos casos acima também eram besouros, mas do gênero Megasoma actaeon. Sua característica mais marcante é a presença do grande chifre nos machos, o que levou ao sugestivo apelido de “Besouro de Chifre”.

“Você não me vê. Eu vejo você”

Com exceção da mandíbula forte do Callipogon armillatus, que pode morder quem se arriscar a tocá-lo, todos os insetos descritos acima são inofensivos, alimentando-se basicamente de seiva que escorre dos troncos de árvores. Porém, como foi possível observar, o porte “avantajado” e as aparências esquisitas assustaram as pessoas que os encontraram. Apesar de não serem vistos com muita frequência, salvo quando cometem a gafe de adentrar nas residências sem convite, estes pequenos gigantes são comuns, principalmente em locais próximos a áreas de florestas. Se você, leitor, mora em alguma cidade da Região Norte, saiba que você pode estar, agora mesmo, bem próximo a um desses titãs.

Mas como você, prezado leitor, provavelmente não vai querer esperar pacientemente pela possibilidade de se deparar acidentalmente com um desses seres atrás da porta do banheiro, entre as roupas de cama dentro do guarda-roupa ou subindo lentamente pelas suas pernas logo abaixo do edredom que lhe cobre enquanto você descansa, a reportagem de Ciência para todos resolveu trazê-los até você.

Para isso, visitamos a Coleção de Invertebrados da Coordenação de Pesquisas em Entomologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, onde são mantidos, com fins de pesquisa, cerca de cinco milhões de exemplares de insetos de dez mil espécies diferentes. Segundo o cientista Augusto Loureiro Henriques, curador-chefe da coleção, são quatro milhões de espécimes
armazenados em álcool, 450 mil alfinetados e outros 400 mil dispostos nas chamadas “mantas” – um tipo de “cama” de papel coberta com uma fina camada de algodão.

“Todos (os insetos), sem exceção, têm papel fundamental na manutenção do equilíbrio da biodiversidade da região amazônica, seja por participarem na polinização de flores ou por ajudarem os cientistas a compreender os processos de transmissão de algumas doenças típicas da região, como malária, dengue, leishmaniose e mal de chagas”, explica Henriques, falando sobre a importância do acervo para a comunidade científica.

Abaixo, você será apresentado a alguns dos mais estranhos, grandes e inacreditavelmente belos seres da floresta amazônica:

besouro-chifre

baratao

arlequim-da-mata

aranha-macaco

* Com reportagem de Mário Bentes, com colaboração de Francisco Felipe Xavier, Augusto Loureiro Henriques e Jacob Leonardo

< voltar

Mais Serviços